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Cirurgia Geral

Tempo de leitura: 2 minutos

Hérnia: quando observar e quando operar?

Uma das perguntas que mais recebo em consulta — e também bastante nas mensagens pelo WhatsApp — é essa: "Dra., tenho uma hérnia. Preciso operar logo ou posso esperar?"

A resposta honesta é: depende. E vou te explicar exatamente do quê.

O que é uma hérnia, em linguagem simples

Uma hérnia acontece quando um órgão ou tecido interno pressiona uma área de fraqueza na parede muscular e "escapa" pelo espaço criado. As mais comuns são as hérnias inguinais (na virilha), umbilicais (no umbigo) e incisionais (em cicatrizes de cirurgias anteriores).

Você pode perceber como um abaulamento visível, que às vezes aparece ao fazer força e some quando você deita. Pode ou não doer.

Quando a observação é uma opção

Em hérnias pequenas, assintomáticas — ou seja, que não causam dor, desconforto significativo ou limitação — a observação vigilante pode ser uma conduta adequada, especialmente em pacientes com fatores de risco cirúrgico relevantes.

Isso significa: acompanhamento médico regular, evitar situações que aumentem muito a pressão abdominal, e atenção a qualquer mudança nos sintomas.

Quando a cirurgia não pode esperar

Existem situações em que a cirurgia deixa de ser eletiva e passa a ser urgente. O sinal mais importante é o encarceramento — quando o conteúdo da hérnia fica preso e não volta mais para dentro, mesmo deitando ou fazendo pressão suave.

Isso pode evoluir para estrangulamento, que é uma emergência cirúrgica: o tecido preso perde circulação sanguínea e começa a morrer. Nesse caso, a cirurgia precisa acontecer nas próximas horas.

Sinais de alerta que exigem avaliação imediata:

  • Abaulamento que não some mais ao deitar
  • Dor intensa e súbita na região da hérnia
  • Náusea, vômito ou parada de gases associados
  • Vermelhidão ou calor na pele sobre a hérnia

E as hérnias sintomáticas sem urgência?

Se a hérnia causa dor frequente, limita atividades físicas ou está crescendo progressivamente, a cirurgia eletiva é geralmente recomendada — mesmo sem urgência imediata. Tratar antes que complique é sempre melhor do que tratar na emergência.

O que fazer agora

Se você tem uma hérnia diagnosticada e ainda não tem clareza sobre qual é o melhor caminho para o seu caso, uma avaliação cirúrgica pode te dar exatamente isso: um plano claro, sem pressão, baseado na sua situação específica.

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